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POR QUE E QUANDO BUSCAR TERAPIA? 

Buscar ajuda psicológica é, antes de mais nada, um gesto de amor próprio. Ao decidirmos cuidar de nós e das nossas emoções, estamos reconhecendo nossa dor e priorizando o auto-cuidado. 

Empatia X Simpatia

Terapia: palavra que vem do grego, θεραπεία (therapéia), significa o ato de curar ou ato de reestabelecer, que se traduz na prática clínica numa investigação das características e / ou  sintomas de determinada pessoa.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um “estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas de ausência de doença”. Há uma grande margem de variação individual inerente aos conceitos de saúde, mas, de qualquer modo, saúde emocional certamente não é apenas a ausência de patologias psíquicas.

 

É preciso compreender que a tarefa de viver é difícil em si mesma e saúde é um estado complexo, que deve ser considerado com suas dificuldades e descontinuidades. A vida acontece entre a felicidade e a dor. O sofrimento faz parte da vida humana; ele é inerente ao viver e nos ajuda a amadurecer, mas quando o sofrimento emocional passa a trazer prejuízos a outros âmbitos da vida da pessoa, é hora de buscar ajuda. 

Os motivos pelos quais uma pessoa busca por atendimento psicológico podem ser muitos e variados. O mais comum são pessoas em intenso sofrimento emocional ou com algum tipo de sintoma buscarem terapia para entender melhor o que está acontecendo e como lidar com a questão, mas não existe um perfil de quem deve fazer psicoterapia.

 

Além disso, a psicoterapia não precisa ser um processo apenas para quem está com um distúrbio psíquico, e pode  beneficiar qualquer pessoa, até quem não "precisa" dela, já que nos ajuda a entender melhor nossas emoções e a melhorar nosso relacionamento com os outros e com nós mesmos.  

 

Consultas com um psicólogo podem ser úteis também para se comunicar melhor, trabalhar a timidez, aprender a gerenciar o estresse e/ou potencializar capacidades nas mais diversas áreas da vida (pessoal, familiar, acadêmica, profissional, social, etc.).

Infelizmente, ainda existe muito preconceito em buscar ajuda psicológica, pela falsa e antiga crença de que terapia seria "coisa para louco", ou então "coisa de gente fraca". 

 

Quando o auxílio para tratar questão emocionais demora a vir, o corpo  pode dar sinais de que precisa de ajuda. É comum, por exemplo,  pessoas que estejam em sofrimento emocional sentirem dores de cabeça e no corpo, fadiga e dificuldade de concentração, terem episódios de gastrite, ou ainda apresentarem  queda no sistema  imunológico. São os denominados "sintomas psicossomáticos". 

Segundo dados científicos, 1 em cada 5 pessoas sofre com problemas os quais a psicologia pode ajudar. As dificuldades e as patologias de natureza psicológica podem surgir em qualquer pessoa, independentemente do gênero, idade, etnia, religião, nível de escolaridade ou  estado socioeconômico.

 

A psicoterapia oferece um espaço de reflexão que permite a exploração de conteúdos psíquicos que normalmente não estão acessíveis no dia a dia, possibilitando a oportunidade para compreender melhor os sentimentos e comportamentos e assim buscar transformar os agentes causadores de sofrimento. Iniciar uma psicoterapia é uma aposta numa experiência potencialmente transformadora e enriquecedora.

“A vida de um indivíduo saudável é caracterizada por medos, sentimentos conflitantes, dúvidas, frustrações, tanto quanto pelos traços positivos. O principal é que o homem ou a mulher sinta que está vivendo a sua própria vida, assumindo a responsabilidade pela ação ou inação, e capaz de assumir o crédito pelo sucesso e a culpa pelo fracasso. Numa linguagem pode-se dizer que o indivíduo emergiu da dependência para a independência ou para a autonomia.”

 

(D.W. Winnicott, Tudo começa em casa: ensaios de um psicanalista)

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Maíra  Golovaty. Lederman  

  psicóloga  clínica 

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